Seis hábitos que podem contribuir para a enxaqueca. Evite-os!

Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC), cerca de 30 milhões de brasileiros sofrem de enxaqueca e, dentre esses, 75% são mulheres. Muitas podem ser as causas da enxaqueca, desde problemas tensionais, normalmente associados ao estresse, até resultantes de tumores, aneurismas, medicamentos fortes e até ressaca. Por isso, quando a dor de cabeça não passa, o ideal é procurar um neurologista, o profissional indicado para fazer o diagnóstico correto e indicar o melhor tratamento.

Quem sofre com a dor insuportável sabe o quanto é difícil ficar simplesmente esperando que ela passe. Mas, além dos vários tratamentos para o problema, existem alguns hábitos que podemos evitar para evitar que a crise se instale.

Confira a lista abaixo e evite!

Abuso de analgésicos – Quem abusa de analgésicos para se livrar da dor, ou seja, toma mais de um comprimido por semana corre o risco de alimentar a própria dor. O analgésico bloqueia todos os mecanismos de defesa natural para combate da dor de cabeça. O uso prolongado e indiscriminado desse tipo de medicamento faz com que o corpo fique dependente.

Em outras palavras, o organismo fica viciado a tal ponto que passa a “produzir” a dor para que o analgésico precise agir. Além disso, o analgésico também impede a produção de serotonina, hormônio neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar e relaxamento, agravando a dor depois de certo tempo. Muitas pessoas costumam tomar o analgésico ao menor sinal de dor e, assim, se esquecem de tratar o problema. É preciso buscar tratamentos reais com medicação indicada pelo especialista.

Má alimentação – Alguns alimentos devem ser evitados por quem sofre de enxaqueca, como, por exemplo, o aspartame (presente em alguns adoçantes), condimentados, leite e derivados, alimentos cítricos, chocolate e café. Esses alimentos contêm substâncias que interagem com a bioquímica cerebral do organismo, alterando a ação de determinadas enzimas e diminuindo a quantidade de serotonina, hormônio ligado à enxaqueca.

Além disso, pior do que o consumo desses alimentos, é ficar em jejum por tempo prolongado – mais de 4 horas sem comer – ou ter uma alimentação baseada em frituras e doces.

Tabagismo – Que fumar é uma bomba para o organismo, todo mundo já sabe. A novidade é que, além de todos os males, a nicotina ainda está associada à alteração da circulação sanguínea e enrijecimento dos vasos sanguíneos, o que também pode provocar a enxaqueca. Além disso, um recente estudo norueguês publicado pela revista médica Neurology avaliou seis mil estudantes e descobriu que o tabagismo, associado ao sobrepeso e ao sedentarismo, triplica as chances de jovens desenvolverem enxaqueca.

Os autores disseram não ter ficado claro se esses fatores do estilo de vida provocam a cefaleia ou se eles agem mais como desencadeadores em jovens já vulneráveis. Pelo sim, pelo não, é melhor ficar longe do cigarro.

Ser sedentário – Um dos grandes males da população, o sedentarismo, afeta em muitos aspectos a qualidade de vida. Além de contribuir para o surgimento de obesidade, hipertensão, diabetes e problemas cardíacos, o sedentarismo é uma porta de entrada para a enxaqueca.

Uma pesquisa conduzida na Suécia demonstrou que pessoas que se envolvem em um programa de atividades aeróbicas apresentam queda significativa na frequência e intensidade das dores de cabeça crônicas e enxaqueca. O programa de treinamento aplicado na pesquisa consistia em treino de 40 minutos de bicicleta ergométrica praticada três vezes por semana.

A pessoa que sofre de enxaqueca já tem uma produção baixa de serotonina, e os exercícios físicos estimulam a produção desse hormônio. Se a pessoa não fizer nenhum tipo de atividade que compense essa baixa, vai ser difícil reverter o quadro.

Consumir álcool – Como a enxaqueca é um problema de origem vascular, cuja dor é provocada pela contração e dilatação dos vasos sanguíneos, o consumo de bebidas alcoólicas pode ser uma opção ruim para quem lida com o problema. As bebidas alcoólicas quando ingeridas em excesso provocam dilatação dos vasos do corpo e do cérebro, o que acaba acentuando o incômodo da enxaqueca.

Se render ao estresse – Tudo o que gera estresse e desequilíbrio para o organismo pode agravar a enxaqueca de quem já tem predisposição. Trabalho em excesso, ficar sem comer por muito tempo, nervosismo, insônia ou dormir pouco, chateação e outros problemas emocionais podem ser uma porta aberta para a dor incômoda.

Quem sofre com os dramas do estresse, deve procurar tratamento. Buscar métodos, como massagem e acupuntura, e dar mais valor aos momentos de lazer e relaxamento são atitudes importantes. A acupuntura é bem eficiente, pois provoca micro estímulos que ajudam o corpo a recuperar o equilíbrio de forma natural.

Consulte sempre o site Enxaqueca Não e o blog Sai pra lá enxaqueca para saber as novidades na prevenção e tratamento dessa doença!

Fonte: portal Minha Vida

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