Para evitar a enxaqueca, fique atento aos alimentos e acompanhamentos

Para evitar a enxaqueca, fique atento ao que coloca no prato

Mal que acomete cerca de 15% da população brasileira, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe), a enxaqueca pode ser amenizada com algumas dicas simples, como comer os alimentos corretos.

Evitar a hipoglicemia, que é a diminuição do açúcar no sangue, se alimentando em intervalos regulares, ajuda a barrar as crises. Evitar os extremos, como comer demais ou de menos, também ajuda.

A enxaqueca tem um componente hereditário e é mais comum em pacientes com parentes que sofrem do mesmo problema. Entretanto, para o desenvolvimento da crise, é necessário que exista um gatilho ou uma influência ambiental. Um desses gatilhos pode estar no seu prato.

Alguns alimentos contêm substâncias que, quando ingeridas, desencadeiam ou pioram a dor de cabeça. Para as pessoas que sofrem de enxaqueca, pode existir a sensibilidade para um ou outro alimento. O paciente deve procurar identificar ou associar a ingestão com o surgimento da crise, evitando a utilização daquele item. Confira!

Cafeína: substância presente no chocolate, no café e em bebidas como chá preto e refrigerantes pode provocar enxaqueca se consumida em excesso. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, o ideal é ingerir até 200 mg de cafeína por dia, distribuídas entre todos estes alimentos. Parar repentinamente de consumi-los não é bom, pois ocorre a abstinência de cafeína, o que também pode causar enxaqueca;

Glutamato monossódico: tempero que realça o sabor, comum em produtos industrializados, como os salgadinhos de pacote, pode inibir a absorção de glicose por parte das células cerebrais, desencadeando a enxaqueca;

Nitritos e nitratos: usados para fixar a cor em carnes processadas, estão presentes em alimentos como salame, presunto, mortadela e salsicha. Por sua ação vasodilatadora, podem dar origem à enxaqueca;

Aminas: pessoas que sofrem de enxaqueca podem ter um metabolismo mais lento em relação a essas substâncias, o que desencadearia as crises. Elas estão presentes em bebidas alcoólicas, como cerveja e vinho (em especial o tinto), chocolate, queijos maturados, embutidos, molho de soja e carnes defumadas;

Frutas cítricas: como limão, laranja e abacaxi aumentam a absorção de cobre, substância que pode ter um metabolismo anormal em quem sofre de enxaqueca;

Lactose: quem tem intolerância à essa substância, presente no leite e seus derivados, pode ter a enxaqueca agravada se consumi-la;

Lipídios e ácidos graxos: em níveis aumentados, essas substâncias, presentes em alimentos gordurosos e em oleaginosas, como nozes e amendoim, podem deflagrar crises de enxaqueca;

Aspartame: presente em adoçantes e alimentos dietéticos, pode agravar a enxaqueca, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia. Neste caso, vale a regra de observar a reação consumo X nova crise;

Alimentos gelados: sorvetes e bebidas muito geladas, quando em contato com o céu da boca, causam uma rápida contração e dilatação dos vasos sanguíneos na cabeça, podendo dar origem à enxaqueca;

Ficar sem comer: o jejum é o aspecto alimentar mais importante para desencadear dores de cabeça, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, pois pode gerar uma baixa no açúcar do sangue, com a produção de substâncias que causam dor. O ideal é alimentar-se em intervalos regulares, a cada 3 ou 4 horas.

Gostou deste conteúdo? Então leia também: Quais são os principais desencadeantes da enxaqueca? 

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