O que o chocolate pode causar em quem sofre com enxaqueca?

O que o chocolate pode causar em quem sofre com enxaqueca?

O chocolate contém substâncias que alteram o calibre dos casos sanguíneos e propiciam a chegada das crises. Os industrializados são ainda mais problemáticos

 
Nós entendemos como é difícil ser um chocólatra e ao mesmo tempo ter de lidar com crises de enxaqueca. Afinal, esta delícia chamada chocolate decididamente não combina com essa condição crônica — e certamente você encontrou diversas vezes o chocolate na lista dos alimentos proibidos.

O grande problema do chocolate como um dos alimentos capazes de desencadear crises é a presença de cafeína, gorduras e uma substância chamada feniletilamina. Esta última também está presente naturalmente no nosso organismo como um neurotransmissor ligado às sensações de prazer. Segundo estudos, a feniletilamina é liberada em momentos de euforia e excitação, como quando nos apaixonamos. Por isso, ela também é conhecida como “hormônio da paixão”.

Dá para entender agora por quê a gente fica tão apaixonada por chocolate, não é verdade? Brincadeiras à parte, a explicação é mesmo essa: o chocolate estimula a produção e liberação de neurotransmissores ligados ao prazer. O problema é que a feniletilamina presente no chocolate também colabora para que os vasos sanguíneos do cérebro sofram alterações de calibre. Ou seja, se contraiam e se expandam em curto prazo de tempo. Esta é uma situação “campeã” quando o assunto é provocar uma crise de enxaqueca. Isso mesmo: alterações na pressão sanguínea sobre as veias e vasos sanguíneos que irrigam o cérebro são um dos principais inimigos de quem sofre de enxaqueca.

Aliada à cafeína, às gorduras e aos muitos produtos artificiais — inclusive o açúcar refinado — presentes nos chocolates industrializados, a feniletilamina fica ainda mais “enxaquecosa”. Afinal, estes outros “parceiros do crime” na receita do chocolate industrializado levam a uma digestão mais difícil e a alterações bruscas na taxa de glicose no sangue – fatores que também provocam a enxaqueca.

Por isso, caso você não consiga de jeito algum passar muito tempo sem chocolate, alguns médicos recomendam dar preferência aos chocolates “verdadeiros”, feitos unicamente à base de cacau, manteiga de cacau e pouco açúcar. O problema é que estes chocolates são raros: geralmente importados da Europa e bem mais caros. Outro fator de risco são os chocolates crocantes, que levam castanhas, amêndoas ou frutas secas em sua composição. Esta classe de alimentos, rica em gorduras, também é capaz de provocar as crises.

Na fase conhecida como “pródromo”, que antecede a dor propriamente dita, muita gente sente desejo de comer algo específico. Há quem sinta desejo por chocolate, cedendo à tentação, e piorando a crise. Neste caso, o chocolate não é o único culpado, mas age tornando a dor ainda mais intensa.

O segredo, portanto, é a moderação e a percepção do momento que você atravessa. Comer chocolate em demasia ou escolher este alimento justamente quando você já percebeu que uma crise se avizinha é certeza de encrenca. Cuidado.

 

Veja também:

De onde vêm as dores de cabeça? Veja dicas que ajudam a identificar o problema

Magnésio pode ser um bom aliado contra a enxaqueca. Entenda

 

Relacionados