Como o médico diagnostica a enxaqueca?

Não existe um exame específico que confirme a enxaqueca, mas o médico chega ao diagnóstico por meio de uma ‘investigação’

Muitas pessoas que ainda não sabem ao certo se têm ou não enxaqueca ficam ansiosas pelo diagnóstico, desejando que um exame laboratorial específico confirme tal quadro. Porém, tal exame não existe. A confirmação de que o paciente sofre de crises enxaquecosas é feita pelo médico após o exame clínico, no qual é fundamental que a pessoa relate com fidelidade como é a dor, como as crises chegam, se há outros sintomas, se outras pessoas da família sofrem ou sofreram de enxaqueca.

Muitas vezes o médico irá pedir exames laboratoriais, mas justamente com o objetivo de descartar outras possíveis condições que possam levar às crises de cefaleia enxaquecosa, com ou sem aura. Estes exames podem envolver hemogramas (exame de sangue) e imagem, como ressonância ou tomografia de crânio.

Para auxiliar o médico a fechar o diagnóstico, uma boa dica é manter um diário das crises, anotando as datas e periodicidade em que elas ocorrem, se estão surgindo junto ou pouco antes da menstruação, se ocorrem após períodos de estresse ou de jejum etc.

Os médicos seguem as diretrizes globais da “Headache International Society” (Sociedade Internacional de Cefaleias), cuja determinação é de que os pacientes apresentem ao menos cinco crises com determinadas características para serem diagnosticados como enxaquecosos.

Essas características são: crise de cefaleia durando de quatro a 72 horas; cefaleia unilateral e/ou pulsátil; dor moderada a intensa; impossibilidade de praticar atividades físicas rotineiras durante a crise (caminhar, subir escadas, arrumar objetos); náusea, vômitos, fotofobia e intolerância ao barulho (pelo menos um destes sintomas) e ausência de qualquer outro diagnóstico que provoque a cefaleia.

É por conta deste último item que o médico pode pedir exames laboratoriais e de imagem, a fim de descartas outras condições que possam provocar a cefaleia.

Para confirmar a enxaqueca com aura, é preciso passar por pelo menos duas crises com as seguintes manifestações: presença de pontos luminosos na visão ou perda/dificuldade de enxergar; formigamento, dormência ou fraqueza.

É muito importante ter paciência e seguir as orientações do médico com rigor até a confirmação do diagnóstico. Como sabemos, a automedicação e a ausência de uma orientação precisa para tratar e adiar ao máximo as crises apenas colabora para a piora do quadro.

Com a confirmação do diagnóstico em mãos, o médico vai prescrever as medicações adequadas e atualizadas, eventuais terapias de apoio (como acupuntura, por exemplo), além de orientar sobre os “gatilhos” de crises, que vão passar a ser evitados ao máximo.

E assim, mesmo fazendo parte do grupo de pessoas que sofrem de enxaqueca, você poderá levar uma vida normal, com as crises cada vez mais espaçadas e amenas.

 

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