Acompanhamento médico é fundamental

Não, enxaqueca não é uma simples dor de cabeça que desaparece com qualquer analgésico. Prevenir e tratar as crises exige, sim, acompanhamento de especialista

A enxaqueca não é uma dor de cabeça (cefaleia) comum e secundária, como aquelas provocadas por sinusite, problemas de visão ou de articulação, por exemplo. Na enxaqueca, a dor é o primeiro e mais importante sintoma, mas estamos falando, na verdade, de um conjunto de manifestações que ocorrem por conta de uma disfunção química no cérebro. Considerada uma doença neurológica e vascular (neurovascular), a enxaqueca pode ser crônica. Por tudo isso, quem sofre com crises enxaquecosas precisa de acompanhamento médico constante.

Tentar lidar com a enxaqueca por conta própria traz inúmeros malefícios para a paciente (calcula-se que a doença atinja, no Brasil, três vezes mais mulheres do que homens). O uso de analgésicos por conta própria não só se mostra ineficaz como, aos poucos, vai agravando o problema. A enxaqueca deve ser combatida tão logo a crise manifeste seus primeiros sinais, com medicamentos próprios e adequados, que apenas o médico especialista saberá indicar e prescrever por meio de um acompanhamento periódico, no qual conhecerá bem o perfil da paciente.

Este acompanhamento médico tem início desde as primeiras consultas. Nelas, o especialista vai analisar o histórico médico da paciente, a maneira como ela lida com o estresse cotidiano, a alimentação e informações familiares. Vale lembrar que a enxaqueca é, em muitos casos, uma doença genética, herdade de familiares próximos. Também podem ser solicitados exames, como de sangue, tomografia e ressonância magnética.

Durante o acompanhamento, alguns médicos pedem que a paciente mantenha um diário da dor. Nele, serão anotadas todas as vezes que a dor se manifesta, desde os primeiros sinais, com data e hora. A paciente também é instigada a anotar todas as possíveis causas que desencadeiam uma crise enxaquecosas – como alimentação, estresse, proximidade da menstruação, cheiros e iluminações específicas.

Afinal, a crise pode ser desencadeada por diversos gatilhos, associados ou não. Se o principal gatilho for o desequilíbrio hormonal que ocorre durante o ciclo menstrual, por exemplo, o médico que faz o acompanhamento saberá prescrever o tratamento ideal. O mesmo vale para estresse, alimentação ou falta de sono.

Além de indicar as melhores maneiras para prevenir as crises, o médico responsável pelo acompanhamento saberá ministrar os remédios específicos para os momentos de dor. Estes medicamentos vão além do simples efeito analgésico, e envolvem ações que revertem a dilatação dos vasos sanguíneos e as inflamações.

Nem sempre é fácil encontrar um médico especialista. É importante procurar nomes com indicações de parentes, amigos e conhecidos que já passem ou passaram pelo tratamento específico da enxaqueca. Caso você ouça respostas do tipo “é apenas dor de cabeça, tome analgésicos” e ainda assim as dores persistirem, procure uma nova orientação médica.

Apenas o acompanhamento pode fazer com que a paciente leve uma vida normal, evitando os efeitos incapacitantes da enxaqueca. Eles existem, e não são poucos, uma vez que as crises muitas vezes exigem isolamento em locais silenciosos e de pouca luminosidade – fazendo assim com que a paciente perca dias de trabalho e compromissos sociais. Ninguém merece isso, não é verdade! Procure o médico e seja feliz!

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